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O que influencia os níveis de energia do teu corpo?

Nem todos os dias acordamos cheios de energia.

Por vezes, sentimo-nos mais cansados e não conseguimos perceber os motivos ou os erros que cometemos na nossa rotina diária que têm um impacto no nosso bem-estar e, consequentemente, nos nossos níveis de energia.

As razões podem ser várias. A causa pode até estar ligada à nossa alimentação, à nossa qualidade de sono ou aos nossos níveis de atividade.

3 principais fatores que podem influenciar negativamente os teus níveis de energia corporal

Não dormir o suficiente

manter-se acordado

Uma grande parte da população não consegue ter um ritmo de sono estável, quer pelas exigências do horário de trabalho, quer por atividades sociais ou por outro motivo menos “controlável”, como distúrbios de sono.

Esta privação compromete uma boa função metabólica, pois a qualidade do sono tem uma grande influência na perceção do cansaço.

Por exemplo, a glicólise, processo no qual a glicose é transformada em energia é prejudicada quando fazemos sonos curtos, o que é desfavorável ao nosso organismo.

De acordo com Andrew Mchill e Wright, K.P., Jr,:

Não dormir o suficiente

“(…) faz com que um indivíduo possa ter uma saúde metabólica deficiente, levando a que haja uma ingestão calórica excessiva em resposta à falta de dormir, ingestão de alimentos em períodos em que o corpo passa por processos biológicos internos e não está preparado metabólica e fisiologicamente para isso, diminuição do gasto energético quando o acordar ou adormecer são iniciados durante processos biológicos incorretos, e quando há interrupção do metabolismo da glicose durante o sono curto e desequilíbrio circadiano.”

Não comer o suficiente ou comer demasiado

comer muito ou comer pouco

A alimentação tem uma grande influência no cansaço que sentimos.

Devemos manter um equilíbrio entre a ingestão de macro e de micronutrientes.

Na questão da energia, os hidratos de carbono, os açúcares e as vitaminas e minerais, têm um papel especialmente importante.

No entanto, esta relação é desconhecida pela maior parte das pessoas, o que faz com que a maior parte não esteja consciente das mudanças que necessita fazer para se sentir melhor.

Não comer o suficiente

Quando o que ingerimos não é suficiente para satisfazer as necessidades do nosso corpo, por exemplo quando ingerimos uma quantidade de hidratos de carbono inferior à quantidade recomendada para assegurar uma correta função cerebral, ou quando fazemos jejum por um longo período de tempo, os níveis de açúcar no corpo podem descer, atingindo-se um estado de hipoglicemia (concentração de glicose no organismo abaixo do nível desejado).

Um dos sintomas deste estado pode ser, também, a sensação de cansaço.

“Uma nutrição pobre e uma ingestão inadequada de calorias pode causar fadiga.”, tal como é referido no artigo “Eating to boost energy”.

Por outro lado, uma alimentação que tenha falta de algumas das principais vitaminas e minerais vai, garantidamente, influenciar os níveis de energia.

Entre outras coisas, podem contribuir para a redução da fadiga, do cansaço e ajudam a manter os níveis de energia do corpo estáveis, potenciando a absorção de nutrientes, por exemplo.

Nestes casos, quando a dieta é pobre em vitaminas, um suplemento multivitamínico pode ajudar.

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A gordura é, também, fundamental para que o teu corpo tenha níveis adequados de energia.

Portanto, não excluas a gordura da tua dieta, faz é as escolhas certas: opta sempre pelas gorduras mono ou poliinsaturadas.

Comer demasiado

Em contrapartida, quando comemos uma refeição com alto teor energético, o nível de glicose aumenta, o que provoca um estado de hiperglicemia (concentração de glicose no organismo acima do nível desejado). Este desequilíbrio é também responsável pela sensação de fadiga.

Como a National Sleep Foundation destaca:

“Além disso, consumir muito açúcar durante o dia pode levar a uma quebra de energia. Comer grandes quantidades de açúcar reduz a atividade daquilo a que chamamos células de orexina. Como resultado, sentir-te-ás mais sonolento.”

Além disso, a frequência e as quantidades também devem ser consideradas:

“Quando a questão é energia, é melhor fazer refeições pequenas e ingerir snacks regularmente do que três grandes refeições por dia. Esta abordagem pode reduzir a tua perceção de fadiga porque o teu cérebro que, por si, tem reservas de energia reduzidas, precisa de uma reposição constante de nutrientes.”

Assim, é importante manter uma alimentação equilibrada, tendo em conta as necessidades do nosso organismo e os nossos objetivos de forma a evitar os sintomas referidos.

Não beber água/líquidos suficientes

importância da hidratação

A questão da hidratação é muito mais importante do que aquilo que se possa pensar. Beber água/líquidos tem uma influência muito maior no normal funcionamento do nosso corpo do que saciar a sede.

De acordo com o artigo “Understanding clinical dehydration and its treatment”:

“A desidratação, na prática clínica, por oposição a uma definição fisiológica, refere-se à perda de água corporal, com ou sem sal, a um ritmo maior do que aquele a que o corpo a consegue repor.”

A hidratação influencia vários sistemas e órgãos do nosso corpo.

A desidratação leve ou moderada pode gerar sensação de sonolência e exaustão, e isso é tanto mais visível, quando o que está em causa é a performance física durante o exercício:

“Sob níveis relativamente baixos de desidratação, os indivíduos que praticam exercício físico de forma rigorosa experimentarão um decréscimo no desempenho relacionado com a redução de resistência, aumento de fadiga, alteração da capacidade de termorregulação, redução da motivação e aumento da perceção do esforço.”

Deste modo, é muito importante ingerir líquidos como água numa dose recomendada de 2 a 2,5L/dia.

Estes valores podem não ser os mesmos para toda a gente e podem depender de vários fatores, como a velocidade a que perdes líquidos.

Por exemplo, quando praticas exercício e perdes muitos líquidos através do suor, a dose recomendada aumentará.

Não fazer o exercício físico adequado

Praticar demasiado exercício

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No que diz respeito ao exercício físico, o cansaço é normalmente associado à prática excessiva. Esta relação não é infundada.

Na realidade, a literatura atual refere uma relação entre a prática prolongada de exercício físico intenso e a sensação de fadiga.

Praticar pouco exercício

sedentário

Contrariamente, em situações de pouca atividade física, a sensação de cansaço pode não ser imediatamente reconhecida como uma consequência.

No entanto, a investigação atual também relaciona a inatividade física com a sensação de fadiga:

“De acordo com um estudo recente, pessoas sedentárias que se queixam regularmente de fadiga podem aumentar os seus níveis de energia em 20% e diminuir a sua fadiga em 65%, praticando exercícios de baixa intensidade regularmente.”

Por isso…

Um estilo de vida saudável, respeitando os horários de sono, visando uma alimentação equilibrada e com um nível de atividade aconselhado é determinante no que diz respeito a evitar oscilações dos níveis de energia.

Faz pequenas correções no teu estilo de vida para que consigas ter melhor níveis de energia corporais!

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A informação contida neste artigo diz exclusivamente respeito à opinião do autor.

Acerca de Ângela Ferreira

Ângela Ferreira
Dr.ª Ângela Ferreira é nutricionista (317N). É licenciada em Ciências da Nutrição pelo Instituto Universitário de Ciências da Saúde Gandra e frequenta o mestrado em Ciências do Consumo e Nutrição na Universidade do Porto. Atualmente trabalha em Nutrição Desportiva e Clínica. O seu objetivo é participar ativamente na mudança de hábitos alimentares da população e demonstrar que a alimentação saudável pode ser algo simples e prático.

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